sábado, janeiro 05, 2008

UMA ESTRANHA PONTE


Porque um sujeito falaria algo inteiramente fora de propósito a seu interlocutor?
Ambos conversavam sobre castores, essa história de esconder pinhas e depois não lembrar o lugar, etc.
Terá sido por isto, por uma espécie de osmose do esquecimento [de pinhas por castores], e o sujeito esqueceu o assunto?
Às verdadeiras razões ninguém jamais chegará. É que os dois, após o despropósito, enlouqueceram. O interlocutor, pelo esforço supremo para entender o amigo. Este, ato contínuo, ao ser absurdamente recriminado pela própria consciência em decorrência do dito.
Agora, toda a cidade, que não os compreende, embora os conheça bem, vê ambos a caminharem sempre juntos, ruas e praças afora, como dois grandes amigos que se desconhecem.

3 comentários:

Anônimo disse...

desconhecer-se talvez seja o jeito mais compreensível de atravessar as pontes, estranhas ou não, da existência... abraço.
marcos pardim

Taxitramas disse...

Texto curto e graudo.
Há braços!!
Mauro Castro

clarice ge disse...

Meu amigo, entre a sanidade e a loucura existe um fio sempre prestes a romper-se.
Um grande abraço pra ti